segunda-feira, 1 de julho de 2019

Escolhe o Amor

HALLELUJAH - A CircusQueer Film Gay Love, Hate & Religion (2019)

 
 




“Hallelujah” is a circus/queer film about religion and the importance of choosing kindness regardless of our differences or beliefs. Religion is a tough subject for many in the LGBTQ community, and this piece is a reflection of the struggle and rejection we often feel. It tells the story of an individual troubled by the hate in the world and his partner who is fighting to lift him up, to remind him he is beautiful exactly how he is. My message is that religion should inspire more kindness and open arms, even towards those you may not understand.

My goal is to create art that inspires a kinder world for the queer community by challenging social norms, raising questions and starting conversations. I am creating a series of conceptual videos about gender identity, human nature, queer culture and how the world treats individuals who are “different” but exactly the same. Please subscribe and stay connected through instagram/facebook to help make future projects possible! By creating performance art that evokes emotion, I hope to deliver important social messages and open minds towards a kinder future. 

For Inquiries, email: matthewdesigns22@gmail.com

A Film by Matthew Richardson - Circus/Queer Art - Director of Creation | Concept + Choreography

Damian Siqueiros Photographer - Creative Producer | Production Director | Artistic Advisor

Guillaume Paquin + Arthur - Artiste de Cirque - Featured Artists + Choreography

Max Machado - Cinematographer

Guillermo Castellanos - Assistant Camera + BTS

Aziz Zoromba - Assistant Camera

Romain Rabz - Grip

MUSIC - "Hallelujah" by Jeff Buckley 

Special Thanks to Church of Saint-Pierre-Apôtre for proudly supporting this project and the LGBTQ community.

 
 


 


 

domingo, 30 de junho de 2019

Orgulho LGBTI+

 
Lisboa, 29.06.2019




Orgulho Gay

Foi a 28 de Junho de 1969. Stonewall. Quem não souber, procure na net. Nesse dia começou algo que, para citar Thomas Mann, «ainda não parou de começar». Nesse dia, começou o início de uma nova consciência sobre pessoas que não só se sentem sexualmente atraídas, mas se apaixonam (até para toda a vida), por alguém que é do seu próprio sexo. Mulheres que amam mulheres. Homens que amam homens. Amor. Sexo, claro (consentido e entre adultos). «What's not to love?»

Nesse mesmo ano, o meu avô materno (a quem reconheço «post mortem» a feitura de fotos que exprimem toda uma época) achou por bem fotografar-me a mim, seu neto, e à minha irmã Catarina, sua neta, da forma que vocês vêem na foto. Azul para o menino. Rosa para a menina. Todo um universo de experiência humana numa fotografia tão simples.
 
 
O problema é que ao azul estava a ser adscrita uma mensagem que nada tinha a ver comigo. Eu era rapaz. Devia ter comportamentos de rapaz. Mas não tinha. Já escrevi sobre isso noutro texto («Terrorismo de Género», que foi o único texto que escrevi no Facebook que chegou aos 20.000 likes).

Quando o meu avô tirou esta fotografia, eu não sabia que era homossexual. Não sabia que existia homossexualidade. Mas sentia-me diferente dos outros meninos, que já sabiam, muito antes de eu próprio ter descoberto, que eu era gay. Chamavam-me maricas e paneleiro. Uma vez perguntei «o que é paneleiro?». Os meninos disseram-me que «é quem leva no cu». Isso não me fez sentido. «Leva o quê no cu?» Eu passei toda a minha infância num estado de inocência total em relação à sexualidade, mas fui permanentemente vítima de bullying por meninos e meninas (sim...) que sabiam «a missa toda» e que já tinham adivinhado, antes de eu próprio saber, a minha sexualidade.
 
Ter sido maltratado e insultado durante todo o meu percurso escolar teve um efeito em mim que durou para toda a vida. Fez-me permanentemente desconfiado em relação às pessoas. Cortou-me os mecanismos necessários para fazer amigos. Inculcou na minha cabeça a ideia paranóica que toda a gente «lá fora» me odeia - ideia com que luto ainda hoje, aos 56 anos, embora saiba racionalmente que não é verdade. Ser insultado e rejeitado na infância pela sexualidade que eu ainda não sabia que era a minha ocasionou também um dano de longo alcance: a dificuldade colossal que eu tenho de viver no presente. Estou sempre a fantasiar uma realidade alternativa à que é a real; e tenho de me obrigar a olhar à minha volta para aquilo que a realidade realmente é. A minha infância e adolescência deram-me a noção de que o Presente não é um espaço seguro; tenho de fugir dele, tenho de me defender dele. É difícil explicar os efeitos nocivos que isso teve em mim. Mas foram muito maus.

As pessoas dizem (de forma irresponsável) que ninguém tem de celebrar Orgulho Gay nenhum; e que ninguém tem de sair do armário; e que gays, lésbicas, bissexuais, etc. já cansam com a permanente chamada de atenção para a realidade que vivem.

Mas é óbvio para mim que o dia 28 de Junho tem de ser festejado e celebrado. Há países no mundo em que a homossexualidade ainda é punida com pena de morte (Irão, Arábia Saudita e por aí fora). Há países no mundo em que as pessoas pensam que a melhor coisa que os pais podem fazer com o seu filho homossexual é matá-lo (trata-se de países islâmicos, não vale a pena esconder esse facto; mas os países de religião cristã Ortodoxa russa e grega não andam lá tão longe). Os ataques a casais gays que demonstram afecto em público continuam em todos os países ditos «civilizados». O Brasil, com o seu presidente e com a sua ideologia boi/bala/Bíblia, é o que é.

Não venham dizer que não é fundamental celebrar o Orgulho Gay. É fundamental, sim.

Em 1969, no ano de Stonewall, puseram-me um balão azul nas mãos. A cor do balão implicava expectativas em relação a mim que eu não pude cumprir. Sofri por isso. Mas tudo bem. Muita coisa mudou para melhor desde aí. Pude ser quem sou. Pude casar com o André. Obrigado às mulheres e aos homens de Stonewall. Tenho o maior orgulho em ser gay. 

Frederico Lourenço, Coimbra, 2019-06-28
https://www.facebook.com/frederico.maria.lourenco/photos/a.1088513284534988/2426632344056402/?type=3&theater



Lisboa, 29.06.2019
 

Eu vou à marcha do Orgulho L(GBT)

Isabel Moreira, Lisboa, 29.06.2019

 
É hoje. 20ª edição. Lá estaremos. Orgulho LGBT. Quando eu era nova, mas ainda longe de me ter feito as perguntas certas, não percebia o “orgulho”. Agora, quando leio em 2019, com a igualdade na lei conquistada porque existe esquerda em Portugal, jovens e adultos a fazerem troça do orgulho LGBT e a reclamarem o orgulho heterossexual sinto raiva. Às vezes, vejo-me a explodir.

Depois penso por que raio me perdoei e sou tão impaciente com a homofobia alheia. Talvez porque tenha para mim que há um prazo razoável para sair do armário ideológico, religioso ou sociocultural que nos bloqueia a empatia, talvez porque tenha para mim que é menos compreensível a homofobia em 2019, após tantas lutas, tantos debates, tanta visibilidade, do que há 25, 30 anos atrás.

A verdade é que seja qual for a razão para a persistência da homofobia, ela está aí. Os avanços foram enormes. Não sou, nesta matéria, o “lugar da fala”, mas por andar pela matéria, por ter tantas e tantos amigos homossexuais, sei que hoje é mais fácil do que há 30 anos exprimir-se individualmente a nossa identidade sexual e saber mais das possibilidades do que das impossibilidades.

Não foi fácil o caminho pela igualdade na lei. Vivi intensamente a luta pelo casamento igualitário (2010), pela igualdade nas candidaturas à adoção para os casais do mesmo sexo (2016), pela igualdade no acesso às técnicas de procriação medicamente assistida (2016) e pela revisão da lei da identidade de género, no sentido de passar a consagrar a autodeterminação (2018).

Senti um soco no estômago quando dei pela invisibilidade lésbica, pela conjugação monstruosa do sexismo e da homofobia, em toda a história da procriação medicamente assistida para todas as mulheres independentemente da sua orientação sexual. Foi a conquista mais difícil e parecia-me academicamente tão fácil (dada a inconstitucionalidade evidente de apenas mulheres tuteladas por um homem poderem ser mães via PMA). Foi uma conquista envolta em insultos às “mulheres egoístas” que se atreviam a serem mães sem um homem “como deve ser”. O soco prolongou-se, porque a lei foi aprovada e quase não se falou nela. Porque o sistema cala e invisibiliza as lésbicas.

De resto, o soco passou a pontapé quando, por iniciativa de Deputados do CDS e do PSD preocupadíssimos com estas mães “horrorosas”, o Tribunal Constitucional, revogando jurisprudência anterior, declarou inconstitucional o anonimato das doações de gâmetas. Isto é: esterilizou as lésbicas.

Aprovámos, recentemente, uma lei que tenta minimizar o efeito da bomba.

Gays, lésbicas e bissexuais têm se ser iguais e livres muito para além da lei e tendo em conta os múltiplos fatores de discriminação que encerram em si mesmos.

Marcho por toda a comunidade LGBT, mas este ano grito especialmente pelas lésbicas, pela sua visibilidade, pelo cruzamento que vejo em tantas mulheres entre misoginia, sexismo, homofobia e racismo.

A extrema-direita e os populismos crescem à nossa volta. O fanatismo religioso elege presidentes de grandes potências. O sexismo e o racismo lá estão. E as lésbicas precisam de ser ouvidas.

Marchemos.
 
Isabel Moreira, 2019-06-29 (sábado)
 


Milhares pintam Lisboa com as cores do arco-íris em marcha de orgulho LGBTI+

20.ª marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa desceu do Príncipe Real até à Baixa, sábado, 29-06-2019
 

Lisboa, 29.06.2019
 

 



Lisboa, 29.06.2019





 



 


quinta-feira, 21 de março de 2019

O mundo gay de António Botto





Vive só à mercê da sensação!

Definirmos, —
É reduzirmos
A alma
E é fechar o entendimento

António Botto, Canções

 
 
António Botto é considerado um poeta menor no espectro literário em Portugal. Não é estudado na escola, nem na generalidade da Academia. Não figura, com certeza, nas listas dos maiores poetas do país e, quando é lembrado, é reconhecido principalmente pela sua amizade com Fernando Pessoa. Mas durante a sua vida, na primeira metade do século XX, Botto era tema de conversa ao passar nas ruas de Lisboa, era caricaturado em jornais e revistas, ou encarnado em romances como “A Velha Casa”, de José Régio.
Era uma personagem destes tempos por estar à frente deles. Em 1921, lançou a segunda edição de Canções, um conjunto de poemas editados pela Olisipo, editora de Pessoa, com uma capa que mostrava um retrato de Botto, de aspeto andrógino, olhar sensual e ombros destapados. Esta era a primeira vez que alguém escrevia, de forma clara, assumida e publicada, sobre experiências homossexuais na primeira pessoa, em Portugal. Para Anna Klobucka, autora de “O mundo gay de António Botto”, significou “o primeiro coming out público” no país. E, por isso, atrás de “Canções” vieram as perseguições.
 

Embora não tenha direito à minha vida, tenho direito às minhas ideias
(Epígrafe de “Cartas que me foram devolvidas”)
 

Armando Ferreira, jornalista no jornal A Capital, publicou uma crónica na primeira página com o cabeçalho “O livro da D. Antónia” que denunciava a obra de Botto como vinda do “desejo de exibicionismo”: “Nem mais uma palavra de nojo, nem mais um ‘pst, pst’ ao polícia da esquina para levar a registar com uma caderneta este mancebo que tira o retrato a mostrar as ‘clavículas’ (…) Mas não haverá entre nós polícia de costumes, ou três bons honestos espíritos capazes de lançar para o monturo estes dejetos?”.
No início de 1923, os tais “polícias de costumes” por que Armando Ferreira bradava constituíram a Liga de Acção dos Estudantes de Lisboa, liderada por Pedro Theotónio Pereira, na altura com 20 anos e que, mais tarde, durante o Estado Novo, foi Subsecretário de Estado das Corporações e Previdência Social, Ministro do Comércio e Indústria, representante português junto do regime de Franco, e ainda embaixador em Espanha, Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. Numa entrevista concedida por esta altura, o número um do gang dizia: “Principiaremos, em boa ocasião, por meter na ordem esses equívocos senhores que andam por aí, nas ruas e nos cafés, irritando o indígena – como eles dizem – com maneiras femininas e elegâncias ridiculamente exageradas”, prometendo “fiscalizar as livrarias e meter também na ordem os artistas decadentes, os poetas de Sodoma, os editores, autores e vendedores de livros imorais”.
 

Quem é que abraça o meu corpo
Na penumbra do meu leito?
Quem é que beija o meu rosto,
Quem é que morde o meu peito
Quem é que fala da morte
Docemente ao meu ouvido?
– És tu, senhor dos meus olhos,
E sempre no meu sentido.
—Vibrar!

António Botto, Canções
 

O movimento homofóbico iniciado por estudantes da capital teve o apoio do Governo Civil de Lisboa, que se prontificou a confiscar “Canções” e “O meu manifesto a toda a gente”, de Botto, e ainda outros livros e panfletos escritos por Raul Leal, Judith Teixeira, Álvaro de Campos e Fernando Pessoa.
 
“O meu manifesto a toda a gente”, apreendido, era a resposta que Botto deixava a quem o criticava: “Eu vivo tanto nas garras da minha Arte – a quem me entrego mais e mais – que nada ouço, nem poderia, dos uivos da vilanagem”. As garras nunca o travaram: continuou a escrever e a escandalizar durante toda a sua vida. Nas duas décadas seguintes, publicou várias edições de “Canções”, escreveu prosa, contos para crianças, ensaios e peças de teatro. Em 1947, mudou-se para o Brasil, onde escreveu os seus mais pornográficos poemas, nunca editados, talvez devido à sua inesperada morte, em 1959, atropelado numa avenida do Rio de Janeiro.


Começam as línguas a brincar
Nas glandes maciças e lindas
Dos dois formosíssimos caralhos,
Esbeltos, esculturais,
Macios, veludo, mas rijo
Como granitos imortais
Que se modelavam ao lamber
Daquelas línguas vermelhas
Como rosas sem abelhas

António Botto, Caderno Proibido 

Passados 60 anos da sua morte, relembramos o legado deste “poeta de Sodoma” que escreveu o que não podia ser dito. Entrevistamos Anna Klobucka, doutorada em Línguas e Literaturas Românicas pela Universidade de Harvard e autora de vários livros, incluindo “O mundo gay de António Botto”, publicado em 2018. Falamos sobre a sua obra poética, a perseguição homofóbica de que sofreu, a sua relação com Fernando Pessoa, e a razão porque parece ter sido esquecido pelo país.
 
(Obrigado também a Diogo Agostinho, Luís Sousa, Nádia Simões e Artur Freitas, que ajudaram nesta entrevista com sugestões de perguntas e temas. Um agradecimento especial a Adam Mahler, por ter ajudado na preparação e estrutura da entrevista e por ter sugerido que abordássemos este tema tantas vezes quantas as necessárias até que o fizéssemos.)
 

Anna Klobucka sobre António Botto, o primeiro poeta gay português (É Apenas Fumaça)
Captação de som e vídeo: Bernardo Afonso
Edição de texto: Pedro Miguel Santos
Edição de vídeo: Joana Batista
Edição som: Bernardo Afonso
Entrevista: Ricardo Esteves Ribeiro
Preparação: Ricardo Esteves Ribeiro, Pedro Miguel Santos, Bernardo Afonso
Texto: Ricardo Esteves


https://www.sistemasolar.pt/pt/produto/361/pt/o-mundo-gay-de-antonio-botto/

 

Ligações externas:

Antônio Botto – Canções. São Paulo, Poeteiro Editor Digital, 2014. Publicado originalmente em 1921.
António Botto e o Ideal Estético em Portugal”, Fernando Pessoa. Revista Contemporânea, vol. I, n.º 3, ano I, 1922.
Através da obra do Sr. António Botto (Análise Crítica), Amorim de Carvalho. Porto, Edição do Autor, 1938.
El semiheterónimo Antonio Botto”, José Luís Garcia Martín. Archivum: Revista de la Facultad de Filología, ISSN 0570-7218, Tomo 36, 1986 (Ejemplar dedicado a: Miscelanea Filológica dedicada al profesor Jesús Neira) , págs. 381-408
A invenção do eu: apontamentos sobre a vida de António Botto”, Anna M. Klobucka.Forma Breve: Homografias: Literatura e Homossexualidade, vol 7. Aveiro, Universidade de Aveiro, 2010, p.63-80.
Canções / Songs: Fernando Pessoa traduz António Botto, Maria Cardoso Pereira Vizcaíno. Instituto Politécnico do Porto - ISCAP, outubro de 2012.
Corpo, Expressão e Identidade em Adolescente de António Botto”, Rodrigo Corrêa Martins Machado e Gerson Luiz Roani. Gláuks v. 12 n. 2 (2012) 12 – 26.
Artimanhas de Eros: Aspectos do erotismo e do esteticismo na poética de António Botto, Ricardo Marques Martins. Araraquara, Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, 2013.
António Botto”. In: Wikipédia, a enciclopédia livre
“António Botto não foi só amigo de Fernando Pessoa. Foi o primeiro (do mundo) a escrever poesia homoerótica sem véus”, Rita Cipriano. Observador, 2018-08-11
“Obras de António Botto vão voltar às livrarias ainda este ano”, Rita Cipriano. Observador, 2018-08-01
“O Mundo Gay de António Botto”, Anna M. Klobucka. Sistema Solar, 2018-06-11
A maior felicidade é ser-se compreendido. Sete poemas para recordar António Botto”, Rita Cipriano. Observador, 2019-03-16
“Como a existência dramática de António Botto acabou numa avenida de Copacabana”, Rita Cipriano. Observador, 2019-03-16
“Um colóquio para ficar a conhecer melhor António Botto”, Rita Cipriano. Observador, 2019-03-15
“Dois dias para celebrar António Botto e Fernando Pessoa, amigos e poetas”, Rita Cipriano. Observador, 2019-03-05
“Anna Klobucka: António Botto e Fernando Pessoa beneficiaram de forma igual e recíproca da sua relação de amizade”, Rita Cipriano, Observador, 2019-03-16
“Documentário sobre António Botto estreia a 19 de março na RTP 2”, Rita Cipriano, Observador, 2019-03-16
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

丁文杰 - Wenjie Ding - Edward

丁文杰, Tony's carnival night in Paris, 2019-11-14
 

 
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=535515806954442&id=100014880811147


 






 
丁文杰 Ding Wenjie is my Chinese name Edward is my English name
 


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Eu acredito na cura gay...

Resultado de imagem para cura gay
 

Eu acredito na cura gay.

Sabe quando essa cura ocorre?

Quando, como vi hoje em um post, o pai pede que o filho dê um beijo no namorado para ele tirar uma foto.

Também ocorre quando o neto pergunta para a avó: “O que a senhora faria se eu trouxesse meu namorado aqui na sua casa?” E a avó responde: “Café.”

Ou quando alguém pergunta a uma pessoa: “O que achas de um homem casar-se com outro homem ou de uma mulher casar-se com outra mulher?” E a pessoa responde com outra pergunta: “Vai ter bolo?”

A cura ocorrerá por completo, quando a culpa impingida desaparecer; quando o caráter prevalecer sobre a sexualidade; quando a felicidade sem medo for alcançada; quando for possível ser feliz sem pensar em pecado; quando a tolerância prevalecer.

A cura virá quando o peso das costas puder ser finalmente retirado; quando acabar o sentimento de ser um estranho no ninho; quando todos forem igualmente amados independentemente da sua natureza; quando o mundo conhecer o real sentido da palavra “respeito”.

Dessa cura precisamos todos nós. Pois quando aceitamos que o outro seja... simplesmente seja... da maneira que ele é, o mundo fica mais fácil para que sejamos do jeito que somos!